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e a vida para além deles...


Quando o meu filho te conheceu tinha 2 anos. Ensinaste-o a dizer "bobó de camarão", que foi o que jantamos nesse dia, e fartamo-nos de rir. Deram-se tão bem! Eras mais um amigo da mãe e ele chamou-te "Tio". E assim ficou. Mais tarde passaste a ser o "Tio" namorado da mãe, depois começaste aos poucos a ficar mais vezes para jantar, a aparecer logo de manhã para o bom dia (lembraste que dormias lá em casa e quando o ouviamos acordar saias e batias à porta para ele achar que estavas a chegar?) e devagarinho, devagarinho mudaste-te para ao pé de nós. Foi tudo tão gradual... nada mudou depressa demais e ele não questionou nada. As rotinas dele não se alteraram...tivemos esse cuidado. Foi fácil porque ele era pequenino. Conhecer os teus filhos também foi tão tranquilo. Eu era mais uma amiga, uma "Tia". Ainda por cima trazia uma companheiro de brincadeira e eles adoravam! Brincavam (brincam) tanto!! Eu fiquei a "Tia". Depois eles começaram a dormir em nossa casa e era (é) um farróbadó porque dormiam em casa do amigo (agora irmão emprestado). Connosco foi tudo fácil e natural... sem dramas. Connosco!... Para os outros foi tudo altamente problemático.. os nossos pais ainda não recuperaram nem dos divórcios nem da nova vida. Dizem que sim!! Que está tudo bem. Mas não está. Nós sabemos que não está. Mas para nós não importa. Sempre me defendeste e eu faço o mesmo por ti. Não deixamos que vivam as nossas vidas. Isso trazemos na mochila e já aprendemos. Quem olha de fora acha que somos loucos. Se calhar somos. "Loucos, loucos uns pelos outros".

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